Santos

Sádicos suplicam pelas
entranhas do tédio inacabado
das farsas do alvo
do alívio da dor

Culpados enraizam os
espasmos da mente esfacelada
das falsas chanchadas
do realismo do amor

Julgados esvaziam os
fardos de velharias proscritas
das falas forjadas
do refluxo do ardor

Falsos ratificam os
medos da verdade moldada
das falácias proibidas
do sobrepujo do andor

Sujos limpam os
buracos da sorte roubada
dos trevos quadrados
do caule da flor

Santos purificam os
males de sádicos culpados
dos julgados falsos e sujos
forjados de aço quente e manchados
pelo sangue justo do autor

Lábios

Entre-meios. Desejo.
O olhar e o vermelho
dos lábios que repousam
em parte dos traços da arte.

Desenho perfeito de um
rosto escrito pela metade.

Entre-eixos. Escondo.
Os olhos e um beijo
nos lábios que esbarram
em parte dos traços da face.

Entre-feixes. Vejo.
Por trás do segredo
dos lábios mais lindos.
Rosas. A boca e um jeito…

…só seu de desenhar-te
por inteira.

Sabe

Sabe o sábio
Que de dia dizia segue o seu
a noite e o breu…

Grafite risco
Contido nas adversidades perturbadas
pela paz desenfreada…

Palco do atroz
Espaço de nós…
atados nas manchas rasas…
Deixadas no balcão…
De tantas falas…

Falsa, falas de um algo e calas…
Sem nada de mágoas…
Sem ouro e prata…
Sem balde e água…
Sem Sexo e taras…

Sem nada… sem nada…
Para…

Sabe de nada… sabe de cada…
Sabe da rara…

Condição de fingir seguir….
Seguir…

Fugir… saber que sei…

não cê quem sabe….